"BOLHA ACTIROSEL"


As banalidades de cada dia, o albergue dos meus "momentos bolha" e sentimentos de vida...

terça-feira, setembro 23

<3 <3 <3

Lembrei-me hoje da frase perfeita que li um dia no meu livro de férias este Verão. Na altura senti-lhe bem o gostinho e identifiquei-me ao ir desvelando a relação entre David e Norah, daí o sentido da frase me ter ficado tão presente. Para falar a verdade não me lembro exactamente, mas falava sobre o peso horrível que acarreta o "chove-não-molha", o "nem ata nem desata... a INDIFERENÇA! (Sempre disse a minha sábia mãezinha, desde que me lembro de existir, que é a 'melhor arma'...Na altura não percebia,era pequena. Mas depois ao crescer fui sentindo aqui e ali, nas pequenas coisas destes anos todos - que de tão insignificantes já não me lembro de nenhuma situação em concreto - que esta atitude é bruta e poderosamente maléfica e perturbadora). Norah expressou tão tão bem como esta espécie de frieza pode ainda ser pior que um tratamento definitivamente mau, que me limitei a achar aquele parágrafo perfeito e a sentir nas folhas daquele romance a transcrição do que me estava a acontecer... A apatia, o desprendimento e a insensibilidade entre quem diz que se gosta e nada faz um ao outro (e se faz é um carrosel de emoções tão perigoso que mais valia não ter feito). Esta semana já me questionei várias vezes sobre qual será afinal o "mal maior"!... No final de contas o "deixa andar" indiferente sempre vai prometendo uma certa perpetuação (mesmo que de fugir), enquanto que uma catástrofe de grandes dimensões vai deitando abaixo (digo, muito provavelmente, de forma definitiva) as pontes existentes entre qualquer coisa, entre as duas margens... Não sei. Ainda. Não gostava de ter de decidir entre estas duas versões, mas felizmente (ou 'in') já está a versão escolhida. Eu sei que não lhe devia ter dito que em Lisboa não acontecesse nada (acerca de Tradições Académicas e praxísticas), que nem código de praxe tem. Não devia ter generalizado, eu sei, eu sei, eu sei... Porque raio tenho eu sempre a bocarra colada ao insconsciente?!? Cá eu não gostei de ouvir que a minha praxe é abusiva. 1º) Simplesmente não é; 2º)É um dos meus orgulhos, poder integrá-la...não permito que falem mal do gosto; 3º)É óbvio que quem não a está a viver não compreende, e não censuro. Enfim...uma grande desgraça! Estámos de relações em stand-bye...houve insultos, resultado das mágoas mal curadas. Estamos mutuamente ofendidos e é sempre muito complicado. Lembro-me sempre do A.Manuel (piada familiar,hehe!). É isto que eu não vou querer para mim...Vamos ver até quando o coração me deixa lembrar!!!... Quase não resisto a acreditar na teoria da L. e ainda me torno uma gaja frígida e durona por pura protecção!... (Naaa, nisso não me acredito mesmo, era uma brincadeirinha...) E é assim. P.S.: Termino como os velhos e surpreendida pela minha própria descontração. Estarei a ganhar 'calo'? :S

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